Sífilis congênita: o que você precisa saber

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Transmitida de mãe para filho durante a gravidez, a sífilis congênita é uma realidade cada vez mais preocupante nas maternidades da rede pública de saúde. O teste VDRL, que identifica a doença, faz parte da rotina do pré-natal de toda gestante que, uma vez diagnosticada, encontra tratamento disponível na rede pública de saúde.
A Secretaria Municipal de Saúde de Casimiro de Abreu prepara uma série de ações para aumentar a notificação da doença e qualificar ainda mais os serviços de pré-natal na rede pública do Município.
“Uma das ações é a disponibilização dos testes rápidos nos postos de saúde de forma gratuita. Todas as nossas unidades têm testagens”, observa o coordenador de Atenção Básica, Alex Peixoto.
De acordo com dados do Departamento de Vigilância Epidemiológica, 54 pessoas foram diagnosticadas com sífilis em 2021. Dessas, 33 são gestantes. Cinco bebês adquiriram a doença.

Tratamento – O exame de sangue deve ser feito  logo no terceiro mês de gravidez. O teste deve se repetir no terceiro trimestre de gestação e antes do parto. Se a mãe estiver infectada, é possível que o bebê nasça com complicações. Importante também que seus parceiros sexuais sejam diagnosticados e tratados, já que há risco de reinfecção.
Por isso, todos os bebês que nascem na rede pública de saúde devem realizar o exame para identificar a doença. Em caso positivo, a criança precisa ficar 10 dias internada para receber a medicação adequada, o que muitas vezes aumenta o tempo de internação também das mães.

Consequências – A sífilis congênita pode causar má-formação do feto, nascimento prematuro, aborto e até a morte do bebê. A criança doente pode apresentar pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, surdez, dificuldade de aprendizagem, retardo mental e deformidades ósseas. Nas mulheres e nos homens, os primeiros sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas (ínguas), que surgem entre sete e 20 dias após a contaminação. Se progredir, a doença pode causar manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e queda dos cabelos. A doença pode ser transmitida por relação sexual sem preservativo com pessoa infectada, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto.

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