Hospital Municipal inicia projeto Cãoterapia

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Você vai até o Hospital Municipal. Passa pelos corredores e encontra uma labradora, com 9 anos de idade, visitando cada paciente internado ou aguardando atendimento.

Você pensa: “Hospital não é lugar de cachorro, certo?”
Errado, completamente errado.

A direção do Hospital Municipal Ângela Maria Simões Menezes iniciou na tarde da última quarta-feira, dia 27, o Cãoterapia, Projeto de Terapia Assistida por animais.

Mila, a labradora que encantou os profissionais de saúde e principalmente os pacientes, inaugurou o Projeto fazendo uma extensa visita que foi da ala pediátrica até a recepção da emergência.

Pedro Miguel da Rosa, de 11 anos, foi o primeiro a receber a visita da labradora. Se recuperando após quebrar o braço numa partida de futebol, o pequeno Pedro abriu um sorriso ao encontrar a Mila. “Eu nunca imaginei encontrar um cachorro dentro do hospital. Foi muito legal. A Mila é muito calma.” disse o menino acompanhado de sua mãe.

Toda quarta-feira, guardas civis municipais do Departamento de Operações com Cães, dirigido pela guarda Aline Reis, da Secretaria de Segurança Pública, estarão no Hospital Municipal com os agentes de quatro patas.

A pediatra Larissa Osório, falou da importância da terapia com cães para os pacientes do hospital: “O Cãoterapia é um projeto maravilhoso. Em especial para as crianças, é difícil entender o porquê elas estão no hospital. A presença dos cães auxilia na redução do estresse e gera momentos de alegria e descontração.” disse a médica.

“Estamos sempre buscando oferecer aos nossos pacientes um atendimento cada vez mais humanizado. E sabemos que sempre podemos ir além. O Cãoterapia é mais uma dessas ações. É lindo ver todo mundo encantado com a presença do animal dentro do hospital.” disse Adriana Sinhoreli, diretora da unidade hospitalar.

É seguro levar um animal para dentro das instalações hospitalares?

Para que o projeto seja executado de maneira segura, foi criado um protocolo
de exigências para cumprimento de normas da Vigilância Sanitária, que serão
descritos abaixo, de acordo com LEI ESTADUAL Nº 9328 DE 15 DE JUNHO
DE 2021.

  1. Os animais visitadores devem ter comportamento dócil e responder
    corretamente aos comandos do condutor;
  2. Os animais devem ser acompanhados por pessoas treinadas
    (adestradores da Guarda Municipal), que conheçam seu estado de
    saúde e condicionamento físico dos mesmos;
  3. O acompanhamento do estado de saúde dos animais deve ser anual:
    coleta de exames de fezes (Giardia Lamblia, Salmonella spp,
    Campylobacter spp), tratamento anti-parasitológico e atualizações de
    vacinas de acordo com a raça;
  4. Possuir exames negativos para parasitoses e ácaros;
  5. Não possuir pulgas e carrapatos e sem queda excessiva de pelos;
  6. A visita dos animais à unidade hospitalar deverá ser agendada
    previamente pela instituição;
  7. Deverá ser acompanhado por um adestrador;
  8. O médico do paciente deverá consistir com a visita do animal;
  9. Registro do animal visitador.
  10. Seguir as exigências composta na Lei Estadual.

“Pensamos em montar esse projeto após termos lido alguns artigos científicos que demonstraram a melhora significativa dos pacientes que eram submetidos ao tratamento.
A Terapia Assistida por Animais é desenvolvida no mundo inteiro, e não poderia ser diferente aqui. Reunimos então parceria com o canil, onde os cães passam por treinamento adequado para esse tipo de trabalho, são cachorros selecionados, vacinados, obtendo o atestado de saúde do veterinário e por ser ambiente hospitalar os cachorros tomam banho com a clorexidina (sabão degermante de uso hospitalar) dando segurança ao tratamento.” Disse Luana Silva, coordenadora de enfermagem.

Sobre os cães da Secretaria de Segurança Pública:

O Departamento de Operações com Cães age principalmente na parte educativa, preventiva, ostensiva e repressiva. Seu principal foco educativo/social é feito em escolas, asilos e agora no hospital com esse projeto.

A Guarda Civil Municipal de Casimiro de Abreu já realiza operações e projetos sociais com os cães, participando de diversos eventos e ações. São cães devidamente treinados e preparados para serviços de proteção, detecção, busca e resgate, e agora na parte terapêutica, a cinoterapia.

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